Isso pode ser aceito como projeto de lei?
Que escolha temos feito?
É esse tipo de gente que queremos a frente, regimentando nossas leis?
"O deputado evangélico Henrique Afonso (PV-AC), disse que não desiste do seu Projeto de Lei 1763/2007 que estabelece o pagamento pelo Estado ao longo de 18 anos de um salário mínimo à mulher grávida de estupro que não fizer aborto".( Portal Vermelho)
Esse tipo de lei é tão agressiva, que me causa panico.
A todo instante eles mostram ter a intensão de nos tornar incapazes de fazer nossas próprias escolhas.
O Sr Deputado afirmou em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo:
"Se, no futuro, a mulher se casa e tem outros filhos, o filho do estupro costuma ser o preferido”
“Tem uma explicação simples na psicologia feminina: as mães se apegam de modo especial aos filhos que lhes deram maior trabalho."
Eu só desconheço a teoria psicológica em que ele se baseou pra afirmar que,
nós mulheres nascemos com este instinto materno tão aguçado...
Parir não é ser mãe.
Parir não é impregnar um amor dentro de si...
Eu escolhi ter, mas eu quero o direito de poder dizer não, agora não.
Por que ser mãe não é instinto.
Desconheço também a estatística que afirma que todas as mulheres Violentadas são sádicas e gostam de sofrer.
O Estado é laico.
É ofensivo um projeto de lei que usa de argumentos fragilmente articulados em cunho religioso para nos oprimir.
Por favor Sr Deputado R$622,00 por mês não pagam um trauma, não pagam um direito, não pagam um dever.
NÃO PAGAM O AMOR!
Enquanto lutamos para nos mostrar ao mundo como seres pensantes e igualmente capazes.
Vem alguém e diz: cala a tua boca por R$622,00 por mês!
Por favor não permitam que isso nos alcance.
Eu acredito no poder de escolha!

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